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Manuscrito do sermão pregado 14/jun/2009 na congregação em Taubaté.

Pergunte primeiro a Deus

Natã era um grande profeta de Deus. Vivia durante os reinados de Davi e Salomão. Foi ele quem admoestou Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba (2 Samuel 12.1-10). Para admoestá-lo, Natã usou a parábola do rico que levou a pequena ovelha do pobre. Natá conseguiu quebrar a resistência de Davi com as palavras: “Você é esse homem!”

Natã era um homem bom, mas aprendeu que devia perguntar primeiro a Deus. Ele aprovou um projeto de Davi, antes de consultar a vontade de Deus.

O rei Davi já morava em seu palácio quando, certo dia, disse ao profeta Natã: “Aqui estou eu, orando num palácio de cedro, enquanto a arca da aliançaç do Senhor permanece nma simples tenda.”

Natá respondeu a Davi: “Faze o que tiveres em mente, pois Deus está contigo”.

E naquela mesma noite Deus falou a Natã: “Vá dizer ao meu servo Davi que assim diz o Senhor: Não é você que vai construir uma casa para eu morar”.

1 Crônicas 17.1-4 NVI

Davi se sentia mal, morando numa boa casa, enquanto se adorava Deus numa tenda. Ele queria construir para Deus uma casa. Sem perguntar a Deus o que ele queria, Natã disse a Davi para fazer o que estava no seu coração. Mas ele devia ter perguntado Deus primeiro.

Deus disse a Natã: “Vá dizer ao meu servo Davi que assim diz o Senhor: Não é você que vai construir uma casa para eu morar” (1Cr 17.4). Natã tinha de voltar a Davi e retirar sua aprovação do projeto que o rei tinha em mente.

Quando se trata de assuntos religiosos, antes de decidir o que é certo e errado, você deve perguntar primeiro a Deus. Vamos considerar a importância de perguntar primeiro a Deus em seis áreas de nossa prática da fé.

Antes de dizer que um deus seja tão bom quanto outro, você deve perguntar primeiro o Deus verdadeiro. O Deus todo-poderoso é o Criador do céu e da terra. “No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.1-2). Somente uma força todo-poderosa poderia fazer existir a criação. Há muitos chamados deuses, mas para nós existe apenas um único Deus.

“Pois, mesmo que haja os chamados deuses, quer no céu, quer na terra (como de fato há muitos “deuses” e muitos “senhores”), para nos, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos” (1Co 8.5-6).

Há “um Deus e Pai de todos, que está sobre todos, por meio de todos e em todos” (Ef 4.6). Então, antes de afirmar que um deus seja tão bom quanto outro, deve perguntar primeiro ao verdadeiro Deus.

Antes de afirmar que a Bíblia contenha erros, você deve perguntar primeiro a Deus.

A Bíblia diz: “A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos dos Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes” (Sl 19.7). Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32). Como nós poderíamos saber se a Bíblia está repleta de erros? Paulo nos lembrou:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17).

Você pode ter total confiança que a Bíblia é a revelação de Deus e que está correta em todos os seus detalhes. Então, antes de dizer que a Bíblia contenha erros, você deve perguntar primeiro a Deus.

Antes de dizer que a igreja não seja importante, você deve perguntar primeiro a Deus. A Bíblia nos diz que Cristo comprou a igreja com seu próprio sangue. Paulo disse a um grupo de presbíteros: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espirito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou como seu próprio sangue” (At 20.28). Se Cristo pagou preço tão alto pela igreja, ele deve considerá-la importante, e nós também devemos.

A igreja é a casa de Cristo. O escritor aos Hebreus falou de Cristo “como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos” (Hb 3.6). A igreja é a própria “casa” ou família de Cristo. Assim, ela merece que a valorizemos.

A grandeza do amor de Cristo pela igreja é revelada no seu ato de entregar-se até a morte pela igreja. “(…) Cristo amou a igreja e entregou-se por ela” (Ef 5.25). Mais uma vez, se Cristo morreu pela igreja, nossa participação nela não poderia ser considerada opcional ou desprezível. Então, antes de dizer que a igreja não seja importante, você deve perguntar primeiro a Deus.

Antes de você dizer que uma igreja seja tão boa quanto outra, você deve perguntar primeiro a Deus. Cristo edificou e preservou apenas uma igreja. Ele disse: “E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la” (Mt 16:18). Primeiro, ele disse “igreja” no singular. Existe apenas uma. Segundo, ele disse “minha igreja”. Ele só tem uma que é dele.

Deus é glorificado por meio da igreja. “A ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por todo o sempre! Amém!” (Ef 3:21). É na igreja que nossos esforços vão glorificar ao senhor.

A semente do reino (Lc 8.11) não produz tipos diferentes de igrejas. Somos chamados “como membros de um só corpo” ou igreja (Cl 3.15). Então, antes de você afirmar que uma igreja seja tão boa quanto outra, você deve perguntar primeiro a Deus.

Antes de você afirmar que o batismo não seja necessário para a salvação, você deve perguntar primeiro a Deus.

Saulo foi instruído assim: “E agora, que está esperando? Levante-se, seja batizado e lave os seus pecados, invocando o nome dele” (At 22.16). No nosso batismo, estamos “invocando o nome do Senhor” pela nossa salvação. Saulo foi instruído para parar de orar e jejuar e para juntar-se ao Senhor no batismo.

No batismo abraçamos Cristo, a vida em Cristo, o seu privilégio e as suas responsabilidades. Jesus disse: “Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado” (Mc 16.16). Então, antes de você dizer que o batismo não seja necessário para a salvação, você deve perguntar primeiro a Deus.

Antes de você afirmar que os cristãos possam usar instrumentos de música na adoração, você deve perguntar primeiro a Deus. Não podemos ser guiados pela mente de Cristo e, ao mesmo tempo, usar música instrumental na adoração.

O Novo Testamento dá claras instruções aos cristãos para que cantem. Paulo escreveu que os cristãos devem estar “falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Ef 5.19). Falar e cantar são atividades da voz humana, e não de um instrumento.

Cantar é uma parte vital da nossa adoração e tem que ser feito conforme a vontade de Deus. O escritor aos Hebreus escreveu: “Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembléia te louvarei” (Hb 2.12). O instrumento de música simplesmente é fora do lugar na adoração cristã. Ao cantarmos, adoramos a Deus com um instrumento divinamente criada – o coração. Então, antes de você dizer que os cristãos possam usar instrumentos de música na adoração, você deve perguntar primeiro a Deus.

Hoje, Deus não vai falar no nosso ouvido, como fez com Natã, depois de aprovar um projeto contra a vontade de Deus. Ele espera que ouçamos sua palavra nas Escrituras e comparemos as idéias à sua vontade que revelou lá.

Para ser salva do pecado, uma pessoa perdida deve ouvir algo e fazer algo, como resultado do que ouviu. O perdido deve ouvir de Cristo e a respeito do seu reino (a igreja). Ele deve então ser batizado como um crente penitente, respondendo à mensagem do evangelho (At 8.5-13; 8.26-40). Depois, em Cristo, temos de ter certeza de que nossa ações sejam governadas pela vontade de Deus. Vamos sempre lembrar de perguntar primeiro a Deus.

Sermão adaptado do pregador Charles Box, de Greenville, Alabama, EUA.

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